Sunday, March 20, 2011

Civismo =D

O civismo português é algo que continua a espantar, o que vale é que conseguimos disfarçar bem no turismo... Hoje encontrei-me mais uma vez numa daquelas filas quilométricas para a 25 de Abril. Até aqui tudo bem. A parte interessante começa quando parei para pensar, não porque tivesse particularmente interessado no fenómeno, mas porque o trânsito não fluía. Foi então que reparei que 10% das pessoas da fila tinham emergências, acendendo os 4 piscas e seguindo pela margem da auto-estrada.
O que me fascinou! De facto, parece que quanto maior a fila, maior o número de sinistrados. Foi então que percebi que quando essa mesma margem era ocupada por motivos realmente graves, os carros desligavam os piscas e retomavam a via normal (de forma anormal diga-se). Que estupidez dizerem que o INEM não funciona. Quem precisa deles quando existem tantos bons samaritanos por aí. Malditas ambulâncias que raramente passam e obrigam estes indivíduos a abrandarem o seu assunto prioritário. Bem, nesta grandiosa nação só poderá ser altruísmo, pois já mais imaginaria que essas pessoas estivessem com um grave problema encefálico (também ele digno de uma rápida intervenção médica).

Ah! Já agora se cometi algum erro ortográfico, foi claramente propositado. Exigências do acordo em vigor e dos seus rigorosos critérios.

Momentos e Monumentos


Monday, September 1, 2008

Sr. Dr.

Portugal é um país doente, estando o seu departamento de Saúde pela hora da morte… Não existem recursos, instalações fecham e milhares de pessoas morrem em filas de espera. No entanto, analisando de um ponto de vista frio e calculista, este fenómeno é inevitável quando o buraco do orçamento cresce a um ritmo superior ao homónimo da camada de ozono.

De facto, bizarro é verificar que com tanto Dr na nação, ainda existe falta de profissionais na área. Claro que o governo prontamente resolve o problema contratando médicos estagiários de outros países. Ora isto causa alguma controvérsia, não por serem estrangeiros, pois qualquer bom português sabe que o que vem de fora é sempre do “best”; mas pela grande quantidade de médicos em formação - e que lutam por um lugar num curso cujas médias chegam aos 18 valores – e pelos médicos já em exercício que não conseguem facilmente um lugar, sendo mandados para terriolas distantes. Pior ainda é quando os nossos representantes percebem que a solução ainda é mais temporária, pois assim que terminam o estágio, voltam ao seu país natal. Assim se gera um ciclo entre a falta de especialização e o desemprego.